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To be better Monday, August 23, 2010

Posted by Ágata in Pensando....
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As vezes a vida me impressiona de um ou de outro jeito em específico. Porque impressionar ela sempre impressiona, e eu fico feliz de ainda conseguir fazer isso. Mas é engraçado, eu tenho mudado de atitudes, pensado em outras coisas de outros jeitos, e começa a parecer que eu tenho enxergado muito mais longe e muito mais nítido do que meus olhos míopes e astigmáticos me permitem, pela primeira vez e com tanta frequencia e tanta força.

É… é uma coisa diferente. É como quando eu coloquei os óculos sujos do meu pai que eu estava limpando, na festa junina do colégio de quinta série da Thamires, e descobri que com eles o mundo todo ficava muito mais nítido, exceto que naquela hora me descobrir míope não foi tão assombroso – a gente é criança, e tudo que é assombroso era muito mais simples. Dessa vez é diferente, é um canal aberto. É ver como tudo vai se ligando.

Eu tenho enxergado e aprendido muito com os outros, com as ações e omissões que eu vou vendo, com os conselhos que eu vou dando e que só na hora que saem da boca eu percebo o quanto são válidos e o quanto aquilo é importante e é algo que eu também não posso esquecer. E eu tenho tentado não esquecer, e eu tenho tentado aplicar e aprender.

Ontem eu quase evitei sair de casa porque achei que fosse encontrar uma pessoa que me odiava. Mas quanto mais eu pensava nisso, mais eu tinha certeza que se ficasse em casa ia perder pra mim mesma, que o meu lado chatopracaralhoquemecobrapracaralho (aff, como esse lado existe) não ia me deixar em paz pelo resto da noite de pensar que eu fiz isso de novo, que de novo eu perdi pra preguiça e pro medo. Aí eu fui. E cheguei lá torcendo pra que me falassem que ela tinha mudado de idéia e ficado em casa. Mas em cinco minutos ela veio me cumprimentar. E conversou comigo, e a menos que ela esconda muito bem, eu me senti tão melhor de saber que ela não me odeia.

E isso me fez tão bem.

E eu lembrei que poucas semanas atrás eu conversei com uma amiga sobre o quanto ela estava baseando a própria vida em raiva e mágoa e o quanto isso fazia mal pra ela, e o que falar isso pra outra pessoa me fez perceber e me fez fazer. E agora talvez essa outra atitude também me faça mudar alguma minha. Eu tou pensando. Eu vou tentar.

Assim como eu estou tentando em outras coisas que tem se provado muito mais difíceis.

É frustrante saber que uma atitude está errada, mas que já se tornou tão automática que você só consegue perceber que estava fazendo aquilo logo depois de já ter acontecido. Nossa, é, viu. Dá vontade de gritar pra mandarem voltar no tempo e te darem aquela cena de novo. Mas é melhor perceber logo depois que aconteceu do que não perceber nunca. Da próxima vez, talvez eu já consiga perceber no meio. Vou estar mais atenta. Não vou cair nas mesmas armadilhas. E, mais cedo ou mais tarde, vou conseguir com que o hábito seja outro.

Porque é assim que a gente vai. Com visões novas, propostas diferentes, e cada vez mais pra frente…

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