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São sempre quatro e meia da manhã Wednesday, August 12, 2009

Posted by Ágata in Música, Pensando..., Poesia, Textos aleatórios.
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Ainda que sendo tarde e em vão,
perguntarei por que motivo
tudo quanto eu quis de mais vivo
tinha por cima escrito “Não”.

E o que a gente faz quando tudo aqui dentro é tanto e tanta coisa, e a gente não sabe como ou quando ou se é possível colocar tudo pra fora? Ou se vale a pena?

O que a gente faz nos momentos em que a única pergunta que vem na cabeça é se vale a pena, afinal, isso tudo. Se vale a pena mesmo escolher o caminho mais certo e mais difícil, fazer sempre o melhor possível, agir sempre como a gente acha que gente grande agiria, e ser responsável, ter coisas pra fazer, obrigações a cumprir, cobrar muito de si mesmo, cobrar mais ainda o fato de que você não tem o direito de cobrar nada dos outros, mesmo querendo desesperadamente “uma comunhão qualquer, por mais banal e barata que fosse; uma aparência de acordo insignificante com quem quer que seja; com a pessoa mais indigna.”

Quando a vontade é só de um abraço pra ver se isso consegue fazer com que a gente se sinta menos sozinho, ainda que no fundo tenha uma voz dizendo que nós estamos e sempre estaremos, bem lá no fundo, sozinhos. Em dias em que tudo que eu menos queria era ter que ficar sozinha.

E o pedido que eu quase faço mas desisto, porque na última hora acabo pensando que não adianta, sei que você não poderia mesmo ficar.

E o que adianta, numa hora dessas? The impossibility, the impossibility.

And sometimes, sometimes I wanna be
I scream that I wanna be
Anyone but me…

Nos instantes em que eu queria só deixar tudo isso de lado e ser mais uma garotinha normal. Poucos instantes, mas que existem, de quando eu queria poder escolher o caminho mais fácil. Desejo que me faz sentir de certa forma fraca, faz com que eu me cobre ainda mais. Mas eu sei que passa. Sempre passa.

E dessa vez vai passar também, sozinha ou não.

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Comments»

1. Leonardo Schabbach - Monday, August 17, 2009

Esses versos são lindos. Mas vc não colocou o crédito. São da Cecília Meireles?

2. Leonardo Schabbach - Monday, August 17, 2009

Esses versos são lindos. Mas vc não colocou o crédito. São da Cecília Meireles?

ps: achei o blog por twitter e achei o blog legal


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