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Flutuando num rio de antigos vícios Saturday, June 14, 2008

Posted by Ágata in Pensando....
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Então, né. Hoje, além de me dar o direito de dormir bastante (ufa! Primeira vez essa semana), eu também tive direito a ganhar presente (eba!). Um peso de papel psicodélico (“pra combinar com você”) e um cartãozinho com direito a envelope dos amigos Lerschianos e tudo.

E chegando em casa, fui eu guardar o cartão numa caixinha que eu tenho, que devo ter ganho lá pela sétima série, que eu encho de cacarecos. Fato admitido: eu coleciono cacarecos e porcariazinhas que pra todo mundo pode não ser nada, mas pra mim são lembranças. Sou o tipo de gente com um apego relativo ao passado – não que isso seja novidade, mas enfim.

A graça foi ficar remexendo aquela caixa toda de novo, que há tanto tempo eu não abria. E da caixa eu fui pra gaveta com cartas e cartões que eu trouxe ao Rio.

E aí que foi um tal de poeira, de oitava série, de ensino médio, de amigos com os quais eu não falo há muito mais tempo do que gostaria, de colares, prendedores de cabelo, recadinhos jogados dentro do caderno ou devolvidos com um casaco, restos roubados de nomes e situações, canetas que não funcionam mais, conchas de uma praia distante, dobraduras coloridas, rabiscos e fotos 3 x 4…

Mas os objetos todos trazem lembranças pra mim, que como são lembranças são sempre só o que eu via. Mais grave foi abrir a gaveta de cartas. Lá em SP eu ainda devo ter duas ou três caixas de sapato cheias de cartas, pra cá acho que trouxe mesmo só os cartões, e ainda tem as poucas cartas que eu recebi já estando no Rio. Nossa. Palavras e palavras… eu fico com elas o dia todo, todos os dias, e ainda assim as vezes elas me surpreendem pela força que tem. Declarações e declarações: de amizade, de amor, de saudades, de promessas, de pedidos. É engraçado isso, porque tudo fica pelo menos um pouco eternizado pelas palavras. A coisa pode não ser mais a situação de hoje, e as vezes nem todas as promessas são cumpridas, mas esse tipo de coisa sempre me lembra do quanto tudo foi real, e de como tudo aquilo era bom.

Lembrar que os momentos bons existiram e que os sentimentos eram reais, mesmo quando parece que tudo mudou e o mundo andou dando voltas e loopings.

Porque as vezes a gente esquece, sabe, e eu não acho que esquecer seja bom. Por isso que acho que sou tão apegada a lembranças. Não adianta tentar esquecer ou ignorar. Levando em conta que tudo acontece pra gente aprender, se obrigar a apagar o passado é uma coisa extremamente burra, já que aquela coisa vai acabar tendo que ser repetida.

(e isso já era uma divagação aleatória que eu estava tendo outro dia no metro, então deixa pra lá)

O fato é que essa nostalgia toda foi legal, apesar do apeto no estômago que a Leila disse – com toda a razão – que sempre dá. Nostalgia dá saudades, saudades muitas vezes vem com melancolia. Dessa vez, não trouxe: veio só a alegria de pensar em tudo isso que já aconteceu. O que é meio estranho, já que eu pra ficar melancólica, ish, nem é difícil. Mas enfim. Não vou reclamar XD

Hoje enchi as mãos de poeira e o coração de lembranças :)

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