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“Não há futuro… Wednesday, May 28, 2008

Posted by Ágata in Citações, Música, Pensando..., Poesia.
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… apenas o passado ocorrendo indefinidamente.”

Do livro Trindade, de Leon Uris.

E eu, sempre.

Nathasha falou no blog dela que tinha descoberto o WebArchives, que eu pra falar a verdade já conhecia. E, na verdade, nem preciso tanto, já que meu blog antigo eu não apago justamente por isso, por todas as lembranças e essa coisa de ver como a gente era e tals – isso sempre me dá algumas lições, volta e meia. Mas eu também já tive um desses blogs, acho que com 15 anos, que ninguém mais sabia. Bom, “ninguém”, já que depois eu descobri que meu irmão frequentava e desde então parei de escrever lá, porque era o lugar onde eu escrevia o que não queria que ninguém mais visse, eram meus desabafos. Ler e escrever sempre teve seu quinhão de desabafo pra mim. Resumindo, depois que descobri que meu irmão sabia, parei com aquilo por descobrir na prática a regra de que se você não quer que ninguém leia, não escreva.

(tanto que, agora, mesmo que eu não admita, tudo que eu escrevo é porque no fundo, no fundo, quero que seja visto ;) )

Aí apaguei o tal do blog. E aí como hoje de manhã eu estou com preguiça de trabalhar mais ainda já que tão tirando meu couro desde segunda, lembrei da existência desse antigo local de desabafos. E fui lá conferir. E, como sempre, quem procura acha.

Sabe o mais impressionante? Ano passado teve uma época na qual eu odiei minha fase dos 15 aos 17 anos, pensando que eu era uma garotinha estúpida que não sabia que nada, era infantil e uma boboca. E quem estava sendo infantil e boboca nisso era eu. Tenho motivos pra não gostar de quem eu era dos 18 aos 19, que foi minha pior época até agora e hoje eu consigo ver que eu consegui quase entrar em depressão, mas pros meus 15 aninhos, é impressionante o quanto eu continuo a mesma. O que está escrito naqueles arquivos é, tirando muito pouca coisa, aquilo mesmo que eu penso e sou hoje. E, vamos lá, eu gosto do que sou hoje. E eu gostava do que era há 5 anos atrás.

Parece besteira, mas pra mim me emociona. Não o pensamento de que meus medos básicos continuam os mesmos (continuam sim, e eu sei quais são) nem o pensamento de que meus desejos básicos continuam os mesmos (idem) ou de que minha abordagem em relação ao que se apresenta, bom, dá pra imaginar. Parece que eu não cresci por ainda agir do mesmo jeito, não parece? Mas não é. Porque eu passei pelo diabo, eu me perdi, eu me desacreditei, eu acreditei que era outra, outra coisa, outra solução, eu pus a prova tudo, absolutamente tudo em que eu acreditava. E voltei. Mas quando o caminho é longo, você até pode voltar, mas não é pro mesmo lugar. As certezas estão maiores, os medos estão menores, a satisfação cresce e principalmente você cresce. Eu cresci.

Não sou mais uma garotinha de 15 anos, mas as vezes ainda sou uma garotinha.

Não sou mais inocente, mas ainda sou ingênua.

Eu vi todo tipo de cinismo, mas ainda consigo acreditar. Porque minha vida nada mais é do que acreditar.

E especialmente, houveram momentos desde o ano passado nos quais eu achei que nunca mais ia me encontrar, nunca mais ia achar de novo a pessoa que eu tinha sido e que perdi por não saber lidar. Então hoje pra mim é fantástico poder dar as boas vindas novamente, e oferecer um brinde, a mim mesma.

Tim-tim =]

Vê, estão voltando as flores
Vê, nessa manhã tão linda
Vê, como é bonita a vida
Vê, há esperança ainda

Vê, as nuvens vão passando
Vê, um novo céu se abrindo
Vê, o sol iluminando

Por onde nós vamos indo.

“Estão voltando as flores”

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Comments»

1. Nathasha - Wednesday, May 28, 2008

Pra mim, ainda se aplica muita coisa do que eu era anos atrás. E umas das coisas boas [nota mental: prós] que eu percebi é isso!
Tradução: mais de uma vez eu pensei e conclui [especialmente em hoas difíceis] que “antigamente’ eu reagiria a alguma coisa de um jeito muito melhor. E eu descobri vindo morar sozinha que não. Que muitas coisas que me causam problemas, são defeitos ou manias e crenças minhas de anos q eu tinha só perdido de vista. E saber disso me deu um dos principais motivos da indecisão de “ficar ou voltar”. De saber que aqui, por estar sozinha e ter que ser responsável por tudo q me diz respeito, é a chance perfeita de superar a maior parte desses medos e problemas. [Mas, e quem disse que eu quero superar? Saber que vc ganhou uma bela chance, e que o que vc quer é jogá-la fora dá uma indecisão dos diabos.]
Enfim, bem-vinda de volta Ágata!! Se bem q até onde eu percebi, a despeito do diabo que vc passou, vc sempre foi a mesma. ;}


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