F.L.I.P. July 5, 2009
Posted by agarota in "Querido Diário", Vale a pena.trackback
Festa. Literatura. Paraty.
Foi tão, tão, tããããoooooooo legal. Foi fantástico. Foi mais do que eu poderia ter desejado, imaginado, sonhado.
E, falando em sonhos, eu meio-que-sem-querer arrumei um talismã pros sonhos se tornarem realidade. Acho que conseguir um desses num dia em que um sonho realmente se torna real é bom agouro, né?
Passeei brincando de amarelinha nas pedras molhadas, tomei o sorvete que queria ter tomado três anos atrás, comprei presentes, tirei fotos, vi a lua, vi as estrelas, tomei gabriela, festejei, dancei, tirei foto, dei entrevista, cochilei, descobri cantos, ruas, travessas, bocas de baleia e olhos de sereia. Botton de “autor”. Globo. BBC. Música. Versões excelentes. O frio de madrugada. Ficarem acordados até as 5h da manhã só pra me ver entrar no ônibus de volta. Amigos. Principalmente, amigos.
Me sinto como Penny Lane. Quando me sentir solitária, abro o livro e eles todos estão lá. Acho que encontrei a medida do meu egoísmo – egoísmo de querer levar todos os amigos no bolso pra poder mostrar a eles tudo de bom que acontece comigo e momentos em que eu queria que eles estivessem presentes. É, eu queria. Mais do que querer atenção, eu quero meus amigos vendo a quantidade de coisas fantásticas que acontecem.
Como disse o Ribas, bêbado as quatro da manhã. A gente criou isso juntos – é nossa experiência em comum. Nossa consagração em comum. Se a criação é o ápice do ser humano, compartilhar a criação com amigos é o meu ápice. É muito mais que um bom começo – porque ah, é só um começo, quero ver quem me segura – é uma celebração. Aos dois anos de encontros, passeios, esticadas com croquete, farras com bebida, músicas, livros, CDs mixados, conversas de boteco, e mimo até não poder mais de tantas pessoas que me tratam tão bem.
Meus amigos aqui no Rio são minha família. Cuidam de mim, acreditam em mim, me fazem escrever, me fazem acreditar nesse talento que talvez eu tenha mesmo. Me fazem ter o prazer de afirmar que agora que o primeiro foi, muitos outros virão. E eu vou sempre ter orgulho de falar do primeiro, que foi com amigos tão nobres.
De resto, fico devendo um relatório completo do dia em Paraty porque no fundo quero só que um médico gente boa me dê uma licença porque meu pulso dói. Quero férias. Quero uma rede numa varanda, um raiozinho de sol que seja, um suco de laranja, uma boa música e um bom livro. Como velhos amigos.
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